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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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AUSTRÁLIA: PESCADOR ALERTA PARA DERRAME DE PETRÓLEO NA GRANDE BARREIRA DE CORAL

Mäyjo, 11.01.17

barreira_SAPO

Um pescador alertou as autoridades, para um possível derrame de petróleo na Grande Barreira de Coral, a norte de Queensland, Austrália. Segundo a imprensa daquele país, as autoridades costeiras começaram imediatamente a monitorizar a zona.

 

O derrame teria cerca de 20 quilómetros de comprimentos e o alerta foi dado perto de Cape Upstart, a sul de Townsville, avança o Brisbane Times.

Ainda segundo o jornal australiano, a Maritime Safety Queensland, que patrulha as águas daquela região, recolheu resíduos de petróleo do barco onde se encontrava o pescador. Novas buscas, desta vez marítimas, estão previstas para as próximas horas.

“A MSQ entrevistou o proprietário do barco de pesca que fez a denúncia e pôde confirmar a presença de resíduos de petróleo no casco”, avançou a autoridade marítima em comunicado. “Estamos a investigar, mas até agora não podemos confirmar a presença de qualquer resíduo de petróleo”.

O pior derrame de petróleo de Queensland ocorreu em Março de 2009, quando 60 quilómetros de área costeira ficaram cobertos por petróleo vindo do MV Adventurer, que perdeu 100.000 litros de combustível no acidente. Toda a região foi declarada “zona de desastre” e a limpeza decorreu durante 16 meses, tendo sido efetuada por 1.425 pessoas e custado mais de €3,6 milhões.

Foto: eutrophication&hypoxia / Creative Commons

BARREIRAS DE CORAL DAS CARAÍBAS PODEM DESAPARECER DENTRO DE 20 ANOS

Mäyjo, 04.07.15

Barreiras de coral das Caraíbas podem desaparecer dentro de 20 anos

A maioria das barreiras de coral das Caraíbas vai desaparecer dentro de 20 anos principalmente devido ao declínio das populações de peixes de pastagem, como os ouriços-do-mar ou os peixes-papagaio, que contribuem para a prosperidade dos corais.

O alerta é dado num novo estudo, elaborado por 90 peritos que analisaram mais de 35.000 inquéritos conduzidos em quase 100 localidades diferentes das Caraíbas desde 1970, que indica que os corais desta região do Atlântico regrediram mais de 50%.

Contudo, se as populações de peixes vitais à prosperidade dos corais forem restauradas e as medidas de protecção contra a pesca excessiva e poluição forem reforçadas, os corais podem recuperar e tornar-se mais resilientes aos impactos das alterações climáticas, sublinha o estudo da Global Coral Reef Monitoring Network, International Union for Conservation of Nature e United Nations Environment Programe.

Embora as alterações climáticas, e a consequente acidificação do oceano e a morte dos corais, seja uma grande ameaça para a região, o estudo conclui que as pressões do turismo local, da pesca excessiva e poluição são os maiores problemas. São estes factores que estão a dizimar as populações de peixes de pastagem.

Este tipo de peixes são importantes para os ecossistemas marinhos uma vez que comem as algas que sufocam os corais. O relatório indica que algumas das barreiras de coral mais saudáveis das Caraíbas localizam-se onde as populações de peixe-papagaio são maiores.

As Caraíbas albergam cerca de 9% das barreiras de coral a nível mundial, mas apenas um sexto dos antigos corais sobrevive actualmente. As barreiras, que podem ser encontradas em 38 países, são vitais para a economia da região e suportam mais de 43 milhões de pessoas, gerando mais de €2,2 mil milhões em receitas turísticas e de pesca e muitos mais milhões de euros em outros bens e serviços, refere o Guardian.

O relatório sublinha ainda que os corais que estão protegidos da pesca excessiva, bem como de outras ameaças – poluição costeira, turismo e desenvolvimento costeiro – são mais resilientes a pressões provocadas pelas alterações climáticas.

Foto: USFWS Pacific / Creative Commons